O patamar financeiro do atacante André Dias, que defendeu o Santa Cruz na Série C do ano passado,tornando-se artilheiro da equipe na competição e peça fundamental na conquista do título é digno de um jogador de futebol que pode se dar ao luxo de encerrar a carreira quando achar que deve.
Mesmo ainda com condições de atuar em campo, ou pelo menos de escolher aonde quer jogar mesmo com a carreira encaminhada para o final.
Aos 33 anos ele já defendeu clubes grandes como Vasco, Cruzeiro e Santos. Passou também pelo futebol europeu onde defendeu o Spartak Moscou em 2003.
Mas, foi nos Emirados Árabes que o atacante fez a sua vida financeira já que os salários pagos no mundo árabe são comparados aos grandes clubes da europa.
Depois que saiu de lá rodou por alguns clubes do Brasil mas nunca conseguiu se firmar. No ano passado o Santa Cruz trouxe o atleta e por pouco não o dispensou depois do término do contrato de três meses que assinou.
Acreditou em seu potencial e renovou até o início deste primeiro semesetre. André respondeu em campo e marcou vários gols importantes para a conquista do acesso à Série B e o título da terceira divisão.
Mas, por causa de uma lesão no joelho o atacante interrompeu a boa sequência que vinha tendo no ataque coral. “O André chegou aqui no dia 15 de março do ano passado, úlltimo dia para inscrições no Estadual. Ele veio sem condições de jogo e quase não entrou em campo no primeiro semestre.”
“A diretoria brigou pela permanência do atacante e acreditamos em seu potencial. No final correspondeu bem”, disse o diretor de futebol Constantino Junior.
No entanto Tininho afirmou que o jogador poderia fazer mais pelo clube que o resgatou para o futebol. Ele disse que o jogador viu no Santa a chance de reaparecer no cenário do futebol.
“Ele tem uma bagagem no futebol e veio para fazer um recomeço na carreira. O André tem uma vida boa, tem os seus negócios em Minas e já ganhou muito dinheiro por ter passado pelos Emirados”, contou.
O diretor confirmou que fez uma proposta ao atacante, mas acredita que pelas condições financeiras, o jogador não achou viável e preferiu o silêncio sobre o assunto.
“Nunca deixamos de pagá-lo, mesmo em tratamento honramos nossos compromissos, tendo em vista que muitos clubes abandonam seus atletas quando se lesionam.Fizemos uma proposta boa mas talvez no patamar dele os números não agradem”, comentou.
Diretor afirma que atacante queimou etapas na fisioterapia
Em tratamento por causa da cirurgia no joelho esquerdo o atacante teria faltado a fisioterapia e com isso, atrasado a sua volta aos gramados.
Segundo Tininho, André poderia ter retornado ao time na fase final do Pernambucano. “André Dias passou dois meses em casa e ficou com uma atrofia no joelho. Não fez a fisioterapia devida e poderia ter voltado na fase final do Campeonato Pernambucano”, falou.
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