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sábado, 20 de junho de 2015

6 mitos sobre as melhores maneiras de carregar o celular

Todo dono de celular já ouviu recomendações como "não deixe seu aparelho carregando a noite inteira", "não use seu telefone enquanto ele estiver carregando" ou "só carregue o celular quando acabar a bateria".
Mas, nos últimos anos, as baterias dos celulares evoluíram consideravelmente e alguns truques já são obsoletos.
A maioria das baterias de smartphones, como os da Samsung ou da Apple, é de íon de lítio. Elas carregam mais rápido, pesam menos e têm uma vida útil mais longa.
Então, quais recomendações são verdadeiras e quais não passam de mitos?
A BBC Mundo, o serviço em espanhol da 
BBC, fez uma pesquisa para desmascarar algumas dessas lendas. Confira.
1) É melhor esperar a bateria acabar para recarregar o celular
Falso. Carregar o celular frequentemente não prejudica as baterias. A Apple diz: "Recarregue a sua bateria de íon de lítio a qualquer hora. Não há necessidade de usar 100% dela antes de recarregá-la."
Há quase um consenso entre especialistas em tecnologia que a carga ideal para uma bateria de íon de lítio varia entre 20% a 80% de sua capacidade. Segundo eles, mantê-la dentro desses parâmetros é ideal para aumentar a vida da bateria.
Em outras palavras: não é recomendável manter seu celular 100% carregado ou deixá-lo chegar a zero.
Os especialistas também sugerem desligar ou reiniciar o aparelho pelo menos uma vez por semana para maximizar o potencial da bateria.
2) É errado deixar o telefone recarregando durante a noite toda
Falso. Os smartphones de hoje são suficientemente inteligentes para saber quando a bateria é recarregada por completo e deve parar de carregar, enquanto o aparelho ainda estiver conectado à fonte de energia.
3) Carregadores "não oficiais" são ruins e podem danificar a bateria
Os carregadores originais, da mesma marca do celular, são os mais adequados para recarregar o telefone.
Mas muitas das vezes eles são caros e os usuários acabam recorrendo a alternativas. Carregadores menos conhecidos e de marcas mais baratas também funcionam.
O problema, na verdade, está nos carregadores "piratas", de fornecedores desconhecidos, que não foram projetados especificamente para o telefone que o usuário quer recarregar.
Alguns nem sequer carregam os dispositivos de maneira adequada ou demoram muito tempo para fazê-lo.
Portanto, a dica é sempre suspeitar de carregadores ilegítimos e extremamente baratos.
4) É errado usar o telefone enquanto ele estiver recarregando
Em geral, não há nenhum problema em usar o telefone enquanto ele estiver recarregando.
Histórias assustadores vêm alimentando esse mito: em julho de 2013, a chinesa Ma Ailun, de 23 anos, foi eletrocutada ao responder a uma ligação em seu iPhone 5 enquanto o telefone estava recarregando.
Casos semelhantes foram amplamente divulgados pela imprensa internacional.
Na maioria dos incidentes, a culpa recaiu no uso de carregadores não originais e de má qualidade.
Se o usuário utiliza um carregador de qualidade, não deve ter nenhum problema de segurança.
A Apple recomenda "deixar o telefone recarregar por pelo menos 10 minutos antes de utilizá-lo", quando a bateria de um iPhone está praticamente vazia e ao recarregá-lo aparece uma tela preta.
"Então você pode usar o telefone enquanto ele ainda estiver recarregando", diz a empresa.
Por outro lado, usá-lo enquanto estiver recarregando não tem nenhum efeito negativo sobre o processo.
Pense que mesmo quando você não está ativamente usando o telefone durante o carregamento, o aparelho está trabalhando: ele pode estar conectado a uma rede sem fio e receber informações.

5) O telefone carrega mais rápido no modo avião?

Sim, mas a diferença é pequena. Se você colocar um celular para carregar no modo avião o processo será um pouco mais rápido do que o normal.
Isso porque o modo avião desativa as opções de acesso à rede 3G e ao Wi-Fi, e assim o telefone utiliza menos bateria durante o carregamento.
A desvantagem desse truque é que, enquanto o aparelho estiver no modo avião, não pode receber ligações ou acessar a internet.
A reportagem da BBC Mundo colocou o mito à prova e comprovou que carregar 10% do celular com o modo avião ativado é 1 minuto mais rápido do que pelo método tradicional.

6) Recarregar o celular no computador é mais demorado?

A velocidade com que um celular é carregado depende da potência elétrica dos acessórios usados nesse processo.
No caso da Apple e dos iPhones, por exemplo, essa potência varia de acordo com as especificações técnicas dos cabos e carregadores.
A energia eléctrica ou potência define a velocidade à qual a energia é transferida, de modo que a potência mais, antes de recarregar a bateria.
A potência elétrica, ou voltagem, define a velocidade que a energia é transferida. Dessa forma, quanto maior for a voltagem, mais rápido a bateria será carregada.
Por exemplo, um carregador de iPhone tem 5 volts de potência enquanto que um cabo de USB ligado ao computador tem 2,5 volts.
Nesse caso, o computador é mais rápido.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O que fazer quando o celular se molha?

Celular molhado ainda pode ser recuperado com algumas técnicas / Foto: arquivo
Celular molhado ainda pode ser recuperado com algumas técnicasFoto: arquivo
Há muitas situações em que você pode acabar molhando seu celular. Pode ser que o aparelho caia do seu bolso na privada, você se molhe em uma tempestade ou entre na piscina com ele.
Mas isso não é o fim do mundo (nem de suas fotos, arquivos, vídeos e agenda de contatos), ainda que especialistas considerem improvável que o celular volte a funcionar plenamente.
Vale dizer que é possível prevenir que o contato com água danifique o celular - por exemplo, colocando o aparelho em uma bolsa plástica ou passando nele um material conhecido como Liquipel, que torna o telefone resistente a água.
Mas, se você não tomou essas precauções, seguem algumas ideias sobre o que fazer quando o celular se molha:
1. Tire-o da água o mais rápido possível
Esse é o primeiro impulso de qualquer dono de celular - e é preciso segui-lo.
Também é preciso secar o aparelho com o que estiver à mão: papel, toalha, camiseta ou pano.
2. Não religue o aparelho
Esse é o segundo impulso mais comum nessa hora, mas é preciso ter cuidado. Se o celular desligou, o pior que se pode fazer é religá-lo, pois isso pode gerar um curto-circuito.
Caso o celular não tenha delisgado ao se molhar, faça isso.
3. Tire a bateria e o cartão SIM
Para evitar que os circuitos elétricos do aparelho entrem em funcionamento é bom retirar sua bateria (e qualquer capa de proteção que esteja no celular).
Uma vez feito isso, seque seu interior com um guardanapo com muito cuidado.
Há celulares que não permitem que o usuário retire sua bateria, como alguns modelos da Nokia e o iPhone. Nesse caso, desligá-los é suficiente.
Também é recomendável tirar o cartão SIM e secá-lo.
4. Retire a água
Sem usar agressividade demais, é uma boa ideia tirar a água do aparelho batendo-o de leve contra uma superfície.
Também vale assoprar e puxar as gotas de água que se encontram em seu interior com um aspirador.
Feito isso, há algumas opções sobre o que fazer em seguida.
5. Coloque o aparelho no arroz
Coloque o celular em um recipiente seco, que pode ser um pote de vidro ou de plástico e cubra o aparelho com arroz cru.
Feche o pote e o coloque em um lugar seco, onde bata um pouco de sol.
Depois de 24 horas, retire o celular do pote e tente ligá-lo.
Essa técnica foi aprovada em muitos testes que podem ser conferidos na internet - e a lógica por trás dela é que o arroz absorve a umidade que ficou no aparelho.
6. Coloque-o sob o sol
Se não tiver arroz à mão, outra opção é colocar o celular sob o sol, sobre um guardanapo.
Não deixe o aparelho assim por muito tempo, porque isso pode gerar um superaquecimento e danificar a tela.
Para evitar esse problema, use também um ventilador para ajudar a secá-lo.
7. Use outro produto que absorve umidade
Alguns blogs recomendam usar outros produtos no lugar do arroz para absorver a umidade do aparelho.
Entre eles, cuscuz, pacotes de gel de sílica e areia usada nas caixas de fezes para gatos (limpa, é claro).
Quando achar que a umidade já foi suficientemente absorvida, tente religar o aparelho.
Pode não funcionar: isso depende de quanto o celular se molhou, e acima de tudo, de quais chips e circuitos dentro do aparelho foram afetados.
Não se trata de uma ciência exata, mas de um último recurso para salvar o telefone. Mas, ao menos, você tentou.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Alerta : Morte de menina mostra perigo de usar celular ligado à tomada

Não se deve atender o celular na tomada, nem puxar o cabo do aparelho enquanto carrega ou usar baterias e carregadores que não sejam originais / Foto: Reprodução
Não se deve atender o celular na tomada, nem puxar o cabo do aparelho enquanto carrega ou usar baterias e carregadores que não sejam originaisFoto: Reprodução
A morte de uma menina de 11 anos após sofrer uma parada cardiorrespiratória, na última segunda-feira (19), no Distrito Federal, em decorrência de choque elétrico enquanto utilizava o celular com o aparelho ligado à tomada chamou atenção para os risco da prática. A garota, que não teve o nome divulgado, foi atendida no Hospital Regional de Ceilândia por três pediatras, um cirurgião e uma clínica médica, segundo a Secretaria de Saúde. Ela foi submetida a reanimação cardiopulmonar durante uma hora e dez minutos, mas não sobreviveu.
A família informou aos médicos que a menina levou um choque enquanto jogava em um aparelho celular ligado à tomada. Segundo a capitã Juliana Leal, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, a situação se agravou porque houve sobrecarga de energia. “O chão estava molhado e eles botaram um ventilador e um celular na mesma tomada e a menina tomou um choque fatal”, disse.
“As pessoas devem ter cuidado quando forem arrumar a casa para não deixar que a fiação entre em contato com a água. É importante também ter cuidado com as tomadas e não deixar sobrecarregar. Quando o carregador está estragado ou há problema de instalação elétrica, potencializa o risco de choque”, afirma Juliana.
Segundo a engenheira elétrica Marylene Roma, professora do Instituto Federal de Brasília, o risco de usar o celular ligado à tomada aumenta quando a instalação elétrica da casa está deteriorada. “Usar uma extensão, que a gente coloca quatro, cinco equipamentos, é muito perigoso, pois sobrecarrega a tomada. Às vezes, colocamos até dez vezes mais carga que o suportado por uma tomada”, disse.
“O equipamento que a criança estava usando, nesse caso, era um celular, mas ela podia estar com um video game e ter acontecido a mesma coisa”, avalia Marylene. A professora recomenda que a instalação elétrica da casa seja revisada regularmente por um profissional especializado. “Não se deve atender o celular na tomada, nem puxar o cabo do aparelho enquanto carrega ou usar baterias e carregadores que não sejam originais”, acrescenta Marylene.
A professora também orienta carregar a bateria de celulares longe de locais inflamáveis, evitar ligar aparelhos nas tomadas do banheiro enquanto o chuveiro estiver ligado, pois a umidade aumenta os riscos de acidente. “A recomendação é colocar em lugares que, se acontecer curto-circuito e incêndio, não prolifere fogo pela casa inteira. Colocar longe de cadeiras, mesas, camas - o que a gente faz regularmente. Mas é melhor colocar no chão e bem longe de um local inflamável”, completa.
Se mesmo após tomar todos os cuidados necessários uma pessoa levar choque, a primeira recomendação do Corpo de Bombeiros é desligar a rede elétrica e desprender a vítima da fonte de energia com um objeto isolante, como um cabo de madeira. Em seguida, verificar se a vítima está respondendo.
Se responder, deve ser encaminhada imediatamente para o hospital. Se não, além de chamar socorro, deve-se iniciar a massagem cardíaca, pois a vítima pode estar em parada cardiorespiratoria. A corporação diz também que nunca se pode tocar na vítima sem os devidos cuidados: ao tocar numa pessoa que está sofrendo uma descarga elétrica, a energia pode ser transmitida e fazer com que o socorrista também seja eletrocutado.
A estudante Kátia Valéria, 19 anos, diz que não sabia que pode ser arriscado usar o celular ligado à rede elétrica. “Quando o celular está na tomada sempre recebo mensagem, dá vontade de entrar nas redes sociais e não resisto: uso mesmo carregando”, conta. Agora, ela garante que vai tomar mais cuidado. “É melhor esperar um pouco. Se for muito urgente, tirar da tomada para usar, porque é mais seguro”.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Operadoras vão cortar acesso à internet quando franquia do cliente acabar

Adotada inicialmente pela Vivo, bloqueio também será feito pela Oi e Claro.  / Foto: AFP
Adotada inicialmente pela Vivo, bloqueio também será feito pela Oi e Claro.Foto: AFP
A partir desta terça-feira (9), os clientes da operadora Oi que usarem todo o pacote de internet móvel que foi contratado terão o serviço de navegação suspenso. A mudança vai valer para clientes dos planos pré-pago e de controle da operadora. Quem quiser continuar com acesso à internet, deverá recontratar o pacote de dados ou contratar um pacote adicional avulso. Outras operadoras também vão adotar a mudança no sistema ainda este ano.

A mudança na cobrança da internet após o fim da franquia foi adotada inicialmente pela operadora Vivo, em novembro. Antes, quando o cliente atingia o limite da franquia, tinha a velocidade reduzida, mas não suspensa. Segundo a Oi, o fim da velocidade reduzida, aliada ao novo modelo de cobrança por pacotes adicionais, é uma tendência mundial por garantir uma melhor experiência de navegação aos usuários de internet móvel.

A partir do dia 28 de dezembro, os clientes da Claro dos planos pré-pago e controle também terão a internet bloqueada após atingirem o limite de dados do plano contratado. Para continuar navegando, os usuários poderão adquirir pacotes adicionais  de franquia. A Claro informou que os clientes já estão sendo informados sobre as novas medidas e avalia que a mudança visa a permitir que os clientes utilizem seus pacotes de internet sempre em alta velocidade, sem ter a velocidade de navegação reduzida após o consumo de sua franquia.

A Vivo, que começou a mudança pelos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, vai ampliar a estratégia a partir do dia 30 de dezembro para os usuários pré-pagos e controle do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, de Rondônia, de Roraima e do Tocantins. A empresa diz que já avisou aos clientes sobre o ajuste nos planos, que deverá ser implementado nos próximos meses para os clientes de planos pré-pagos e controle de outros estados, bem como para os usuários pós-pagos.

A TIM vai adotar o bloqueio do acesso à internet após o consumo da franquia somente para os clientes que aderirem à oferta Controle Whatsapp, que garante envio ilimitado de mensagens por meio do aplicativo. A operadora diz que segue avaliando as diferentes possibilidades e não prevê qualquer ajuste em seus planos atuais. “Os clientes necessitam de franquias cada vez maiores e de uma experiência de internet de alta qualidade e - nesse contexto - o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa do serviço”, diz a operadora.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as regras do setor permitem às empresas adotar várias modalidades de franquias e de cobranças, mas o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações  determina que qualquer alteração em planos de serviços e ofertas deve ser comunicada ao usuário, pela prestadora, com antecedência mínima de 30 dias.