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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

MENSALÃO TUCANO: SENTENÇA ADIADA MAIS UMA VEZ


 A transferência do processo do mensalão tucano da 11ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, para a 9ª Vara Criminal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá adiar ainda mais a sentença contra o ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
 A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, foi expedida em recurso do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que ao renunciar em julho perdeu o foro privilegiado e solicitou que o processo retorne à 9ª Vara Criminal.
 Com a decisão, qualquer sentença expedida pelo juiz Marcos Henrique Caldeira Brant, da 11ª Vara, poderia ser anulada. Conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República, Azeredo montou um esquema de desvio de recursos públicos para sua campanha à reeleição como governador de Minas Gerais em 1998. Rodrigo Janot pediu sua condenação a 22 anos de prisão.
Do: Blog Agreste Notícia

domingo, 7 de setembro de 2014

COSTA ACUSA TRÊS GOVERNADORES, SEIS SENADORES E 25 DEPUTADOS

ELE DELATOU RENAN, HENRIQUE ALVES, CLÃ SARNEY, LOBÃO, JUCÁ, VACCAREZZA…
paulo roberto costa
Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Governadores de três Estados que receberam investimentos da Petrobras foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, em depoimentos à Polícia Federal, como supostos beneficiários do esquema de desvios de recursos e lavagem de dinheiro investigado na operação Lava Jato. É o que informa a revista Veja desta semana.
São eles: Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, Roseana Sarney, do Maranhão (onde a estatal constrói uma refinaria “premium”), e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13. Também estão na lista o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, além de seis senadores e pelo menos 25 deputados federais.
O portal estadao.com.br informou em primeira mão, na tarde de sexta-feira, que Paulo Roberto Costa havia revelado à PF os nomes de pelo menos 30 parlamentares que teriam recebido dinheiro do esquema. Entre eles, estaria o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
De acordo com a Veja, Costa também teria mencionado o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), além dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR). Entre os deputados, estariam Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC).
Também foram citados o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que faria a “ponte” do esquema com o partido. O nome de Vaccari já havia aparecido nas investigações da Lava Jato. Ele teria visitado empresas do doleiro Alberto Youssef, a principal engrenagem do esquema investigado na Lava Jato.
Nas conversas com a PF, o ex-diretor teria dito também que, quando estava na Petrobras, entre 2004 e 2012, conversou diretamente com o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar de assuntos da empresa. Nos bastidores políticos, Costa era apontado como um homem que resolvia problemas. Consta que Lula o chamava de Paulinho.
Mágoa
Segundo a revista apurou, Costa demonstrou “mágoa” em relação à presidente Dilma Rousseff, que foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil na época em que ele atuava na estatal. Isso porque ela ataca abertamente os ex-diretores pegos na investigação, embora tenha também sido indiretamente beneficiada pelo esquema.
O esquema teria funcionado até 2012, segundo a revista, servindo para garantir a base de apoio político a Dilma no Congresso nos dois primeiros anos de seu mandato. Mas, até o momento, Costa nada disse que incriminasse Dilma.
O conteúdo das conversas com o ex-presidente Lula ainda será detalhado pelo ex-diretor. Da mesma forma, ele ainda vai explicar a participação de cada um dos políticos no esquema.
Nas mais de 40 horas de depoimentos, dados num esquema de delação premiada, Costa tem ajudado os investigadores a mapearem o esquema que se instalou na Petrobras.
Ele confirmou o que já era suspeita: que, para fechar contratos com a estatal, as empresas eram obrigadas a pagar um “pedágio”. Esses recursos eram “lavados”, com a ajuda de Youssef, e depois utilizados para irrigar a base aliada do governo no Congresso Nacional.
Refinaria
Esse esquema teria funcionado, por exemplo, na polêmica compra da refinaria de Pasadena, que rendeu prejuízo de US$ 792 milhões para a Petrobras. Segundo a Veja, Costa teria dito que esse negócio também serviu para distribuir recursos a partidos aliados.
Esse negócio passou a ser investigado por duas comissões parlamentares de inquérito depois que o Estado revelou, em março passado, que o negócio teve a bênção de Dilma Rousseff, então presidente do conselho de administração da estatal.O caso de Pasadena será tema de um depoimento específico do ex-diretor. O delegado que investiga essa operação irá a Curitiba, onde Costa está preso, para ouvi-lo.
Pela sua natureza e função, o esquema agora delatado por Costa é semelhante a outro grande escândalo da administração petista, o mensalão. A diferença, diz a revista, é que agora as cifras são bilionárias.
A Veja diz que o ex-diretor decidiu contar o que sabe porque teme repetir a história do publicitário Marcos Valério. Operador do esquema do Mensalão, Valério optou pelo silêncio e acabou condenado a 40 anos de prisão.
As informações de Costa estão sendo repassadas à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal. Eles entraram no caso porque as denúncias atingem políticos com direito a foro privilegiado.
Uruguai
Em outra reportagem, a Veja relata negócios suspeitos no ramo imobiliário de outro ex-diretor da Petrobras investigado pelo caso Pasadena, Nestor Cerveró. O apartamento em que ele viveu durante cinco anos na Zona Sul do Rio de Janeiro, avaliado em R$ 7,5 milhões, pertence a uma offshore uruguaia que tem como representante no Brasil o advogado Marcelo Oliveira Mello, que seria amigo do ex-diretor.
Este, que atuou no departamento jurídico da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, foi sócio do escritório Tauil, Chequer & Mello, que é parceiro do escritório Thompson & Knight na defesa da estatal no caso Pasadena. Segundo a revista, a offshore comprou o apartamento logo após a estatal ser condenada pela Justiça a comprar 50% da belga Astra Oil

sábado, 6 de setembro de 2014

Dilma aguarda 'dados oficiais' para comentar denúncias

"A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo", disse Dilma / Foto: AFP
"A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo", disse DilmaFoto: AFP


A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, neste sábado (6), em São Paulo, que é preciso ter "dados oficiais" para poder comentar as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. "A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo", disse, referindo-se à revista Veja. De acordo com a publicação, na delação premiada, o ex-executivo da estatal citou deputados, senadores, governadores e um ministro em um suposto esquema de recebimento de propina em contratos da estatal. Entre os nomes estão do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. 
Constam também do depoimento Renan Calheiros (PMDB-AL), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ministro Edison Lobão (PMDB-MA) e Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco morto no mês passado. "Eu gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas nessas condições e eu te asseguro que tomarei todas as providências cabíveis", disse a presidente, em coletiva de imprensa, antes de participar de um encontro com mulheres na sede do sindicato dos bancários.
Dilma disse ainda que não poderia comentar o assunto "com base em especulação". "Eu quero as informações. Acho que as informações são essenciais e são devidas ao governo. Porque, caso contrário, a gente não pode tomar medidas efetivas", afirmou.

Aécio Neves diz que Brasil está diante de um novo esquema do Mensalão

Imagem de Aécio Neves
Na oposição hoje, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, neste sábado (6/09) que as denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, configuram um novo esquema do Mensalão, por meio de desvios de recursos da estatal para abastecer parlamentares que apoiam o governo da presidente Dilma Rousseff.
“O Brasil acordou perplexo hoje com a gravidade das denúncias em relação à Petrobras. Na verdade, estamos frente ao Mensalão 2. Dinheiro público sendo utilizado para sustentar um projeto de poder. Poucas vezes na história desse país assistimos tanta desfaçatez”, afirmou o candidato em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Aécio, seu candidato a vice, Aloysio Nunes, e o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, participaram do Grande Encontro de Lideranças do Pontal do Paranapanema
O ex-diretor aceitou um acordo de delação premiada em que afirmou que três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal, segundo reportagem da revista Veja desta semana.
Aécio Neves classificou a denúncia como “vergonhosa”.
“Só existe um instrumento à disposição para limparmos definitivamente a vida pública do país, desse tipo de atitude, que é o voto”, destacou, cobrando aprofundamento das investigações.
“Durante todos os últimos nove anos o Mensalão continuou a existir nesse governo. Agora, financiado pela nossa principal empresa pública, a Petrobras”, disse o candidato referindo-se ao esquema de corrupção que condenou à prisão a antiga cúpula do Partido dos Trabalhadores.
“Não se trata de um mal feito isolado de alguém que involuntariamente ou solitariamente resolveu fazer ali. É um processo contínuo, orquestrado, organizado. E, ao que me parece, sob as bênçãos do governo do PT”, afirmou Aécio Neves.