.

.
Mostrando postagens com marcador SERTÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SERTÃO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

EXU TERRA DO REI DO BAIÃO ESTA EM FESTA PARA COMEMORAR O SEU LEGADO

Exu em festa para comemorar legado do Rei do Baião



Terra do Rei do Baião, a cidade do Exu, no Sertão do Araripe, recebe a última etapa do Festival Pernambuco Nação Cultural de 2014, para uma edição especial da Festa Viva Gonzagão. Entre os dias 12 e 14 de dezembro, o Parque Aza Branca, local onde o Mestre Lua morou até o dia de sua morte, recebe shows de artistas que dão continuidade ao legado de Seu Luiz do jeito que ele mais gostava: com muito forró.

O evento é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, em parceria com a Prefeitura do Exu, Parque Aza Branca e Associação Luiz Gonzaga dos Forrozeiros do Brasil. “Luiz Gonzaga é de uma importância inestimável para Pernambuco e celebrar a sua trajetória musical é uma forma de agradecer tudo o que ele fez pela cultura nordestina, além de incentivar a continuidade da sua arte”, afirma o secretário de cultura, Marcelo Canuto.

A programação tem início na sexta-feira (12/12), com shows dos grupos Os Três do Cariri e Seguidores do Rei e dos cantores Danilo Pernambucano e Tony Monteiro. Já no sábado, 13/12, data de nascimento do Rei do Baião que, caso fosse vivo, completaria 102 anos, quem abre a noite seu sobrinho, Joquinha Gonzaga. Quem também estará presente na festa é o neto do Mestre Lua, Daniel Gonzaga, que fará uma participação no show de Flávio Leandro. Nessa noite, ainda sobem ao palco os forrozeiros Fábio Carneirinho e Targino Gondim.

JUAZEIRO – Todos os anos, sempre no domingo que sucede a data de 13 de dezembro, centenas de pessoas se reúnem para tocar e dançar embaixo do famoso pé de juazeiro cantado pelo Mestre, que há no Parque Aza Branca até os dias de hoje. A programação deste ano começa às 11h da manhã, com a tradicional Missa de Ação de Graças que conta com a participação de sanfoneiros.

A partir das 15h, o forró volta a “comer no centro” e segue até a madrugada. O público vai dançar ao som das crianças do Ponto de Cultura Alegria de Pé de Serra, Donizete Barbosa, Epitácio Pessoa, Joãozinho de Exu, Di Jesus, Toinho do Baião, Jorge do Acordeon, Jaiminho de Exu, entre outros.

CULTURA LIVRE NAS FEIRAS – O projeto, já consolidado na Secretaria de Cultura, preparou uma programação especial para o aniversário de Gonzaga. No dia 13/12, a partir das 08h, na feira livre do Exu, haverá degustação gastronômica, mostra de artesanato, espetáculos de dança e, claro, forró pé de serra.

Confira abaixo a programação completa:

FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL
EDIÇÃO ESPECIAL : VIVA GONZAGÃO
12 A 14 DE DEZEMBRO DE 2014

SHOWS

PALCO NAÇÃO CULTURAL
Local: Parque Aza Branca

Sexta-feira, 12/12
Horário: A partir das 21h
Os Três do Cariri
Seguidores do Rei
Danilo Pernambucano
Tony Monteiro

Sábado, 13/12
Horário: A partir das 21h
Joquinha Gonzaga
Targino Gondim
Flávio Leandro com participação de Daniel Gonzaga
Fábio Carneirinho

PALCO JUAZEIRO
Local: Parque Aza Branca

Domingo, 14/12
11h - Missa em Ação de Graças ao Rei do Baião
15h - Ponto de Cultura Alegria de Pé de Serra
16h - Show com Diego Alencar, Forrozeiros do Gonzagão, Ana Paula, Zezinho e Tácio Carvalho
17h - Show com Jorge do Acordeon, Elmo Oliveira e Baião Mais Eu, Vital Barbosa, Leonardo D Luna e Toinho do Baião
18h - Os Cabras de Gonzaga
19h - Di Jesus
20h - Donizete Barbosa
21h - Jaiminho de Exu
22h - Epitácio Pessoa
23h - Joãozinho de Exu

CULTURA LIVRE NAS FEIRAS

Sábado, 13/12
A partir das 08h

Degustação Gastronômica: Telva Comedorias
Mostra de Artesanato: Casa do Artesão
[Dança] Cia de Espetáculos Luiz Gonzaga
[Música] Alegria de Pé de Serra
[Dança] Traquejo

Fonte: Secretaria de Cultura de Pernambuco

Foto: Fundarpe/Divulgação



SECRETARIA DA CASA CIVIL DE PERNAMBUCO
NÚCLEO DE JORNALISMO
3181.2268/2313/2311


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Apesar da pobreza, salário do prefeito é de R$ 10 mil



 Cinturão de miséria, com apenas duas ruelas e um amontoado de problemas sociais, Bela Vista do Piauí foi emancipada de Simplício Mendes, a 16 km, de onde mantém ainda uma cruel dependência de todos os serviços básicos. Só não depende da saúde porque a vizinha também não tem hospital. Por falta de garagem pública, a frota da Prefeitura é acomodada na casa do prefeito.



O prefeito Josimar Coelho guarda a frota da Prefeitura na garagem da sua casa

Dentro, ele guarda um ônibus, o carro que serve ao seu gabinete, um caminhão e até um trator. Do lado de fora, num pátio aberto, ficam as três máquinas agrícolas de porte maior que o Governo Federal doou pelo Kit Seca. “Eu sei que não está certo, mas eu vou deixar esses carros aonde? Tem que ser em minha casa mesmo”, desaba o prefeito Josimar Coelho.


Máquinas do kit seca do PAC ficam um espaço desocupado ao lado da casa do prefeito

Segundo ele, os dois maiores problemas são falta de água e saúde. Sem o programa Mais Médicos, vitrine do Governo Dilma, a Prefeitura só consegue custear as despesas de dois profissionais para atender a população em três postos de saúde. Eles moram em Simplício Mendes e só aparecem em Bela Vista três vezes por semana. Mas o prefeito é grato ao que o Governo Federal vem fazendo pelo município.

 “O município não tem barragem para abastecimento. A água chega por 58 poços, cuja manutenção é muito cara”, reclama. Quanto à saúde, afirma que é obrigado a cobrir as despesas com as transferências de pacientes.

“Os doentes graves aqui são removidos para Teresina”, diz. O gabinete do prefeito, símbolo do poder, também é igualmente símbolo da pobreza franciscana de Bela Vista: funciona precariamente numa escola, sem espaço para abrigar as secretarias. Em município tão carente, a Prefeitura se transforma num grande amparo.

Mas seu cobertor é curto, abriga apenas 180 servidores, que consomem praticamente todo o FPM de R$ 229.705,00. As transferências do programa Bolsa Família, hoje no valor de R$ 120.115,00, representam mais da metade do FPM. O prefeito ganha R$ 10 mil, salário de marajá para um município com tantos contrastes sociais.

Já os secretários – seis ao todo – recebem R$ 2 mil, valor que dá para manter outras atividades, como criar gado. Não fossem os programas sociais, a seca, que dizima o rebanho e reduziu a pó as produções de milho e feijão, já teria provocado danos maiores e consequências imprevisíveis.


A seca vem dizimando o rebanho e promovendo o banquete dos urubus

O programa “Pelo Brasil Sem Miséria”, extensão do Bolsa Família, distribuiu a cada família este ano, a fundo perdido, R$ 2.400 para investir em atividades rurais. A maioria optou por construir nos fundos das casas abrigos para rebanhos ou ampliar suas criações de porcos, ovelhas ou galinhas.

Para garantir a oferta permanente de água para os animais e pequenas lavouras estão sendo construídas no município cisternas-calçadões. Nesse sistema, grandes placas de cimento canalizam a água para os reservatórios, capazes de armazenar 52 mil litros, três vezes mais que as cisternas comuns.

Segundo a secretária de Ação Social, antes dessas ações o agricultor "ia trabalhar nas roças dos outros para conseguir R$ 15 por dia para comprar o leite para o filho". "Era o tempo da proteção de Deus e do braço para cuidar da gente", lembra Edmilson Coelho Barbosa, 34 anos, que disse ouvir isso do seu pai, para acrescentar: "Era uma escravidão".

Foi no governo Dilma que as crianças em idade escolar passaram a ser buscadas na porta de casa por ônibus escolares amarelos, como os usados nos Estados Unidos. E não exclusividade de Bela Vista do Piaui. O vaivém dos veículos, entregues às prefeituras pelo programa federal Caminho da Escola, chega a causar pequenos congestionamentos em algumas cidades percorridas pela reportagem no Sertão do Canindé.

Fotos: Magno Martins e Otávio Souto.

Edição: Ítala Alves

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seca deixa Sertão em colapso

Reservatórios localizados no Sertão apenas com 13% da capacidade / Foto: Carlos Maciel.Reservatórios localizados no Sertão apenas com 13% da capacidade
Foto: Carlos Maciel.
Os açudes secaram, o pasto desapareceu e o que era verde, mudou de cor. Essa é a dura realidade que todo ano se repete e vai se arrastando pelo interior de Pernambuco. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), 87 reservatórios são monitorados no Estado, totalizando 3,2 bilhões de metros cúbicos da capacidade máxima, sendo 14 na Zona da Mata, 34 localizados no Agreste e 39 no Sertão.

Atualmente, segundo Monitoramento Hidrológico da Agência, a Zona da Mata apresenta uma acumulação total de água de cerca 245 milhões m³, correspondendo a 70 % de sua capacidade máxima; já o Agreste encontra-se com 187,7 milhões m³, correspondendo a 22% de sua capacidade máxima; e o Sertão com 254,6 milhões m³ correspondendo apenas a 13 % de sua capacidade máxima. “Para este ano, o período chuvoso já se encerrou na região do Sertão. Já para o Agreste e Zona da Mata do Estado, este período se estende até o final desse mês de julho, onde ainda podem ocorrer chuvas que resultem em algum ganho para os volumes de água acumulados.”, acredita o analista de recursos hídricos da APAC, Rony Melo. “A barragem de Barra do Juá, localizada no município de Floresta e as barragens de Entremontes e Chapéu, ambas localizados em Parnamirim estão com níveis bastante reduzidos.”, acrescentou. 

Para minimizar os efeitos da estiagem dentro das políticas públicas para a convivência com a seca no semiárido, 39.006 mil famílias de Pernambuco estão sendo beneficiadas com a instalação de cisternas de polietileno. Os reservatórios captam a água da chuva (ou de carro-pipa) e permitem o armazenamento de 16 mil litros, garantindo condições para uma família de quatro a cinco pessoas se manter por até nove meses de estiagem, cenário típico do semiárido nordestino. 

“A gente passa muito aperreio por aqui. Pra ter água era preciso andar muito até um barreiro mais perto, só que agora está tudo seco. Agora as coisas deram uma melhorada, porque a gente tem essa cisterna e o pouco que choveu deu pra juntar. Fico imaginando o que seria da gente se não fosse isso, já que está tudo seco”, disse o agricultor Edvaldo André, 42, do Assentamento Beatriz de Jesus, zona rural de Lagoa Grande, no Sertão do Estado.

De acordo com uma das fornecedoras deste tipo de cisternas, o material utilizado na fabricação dos equipamentos é adequado à região. “A resina de polietileno somente pode fundir a uma temperatura de 147o C, sendo que na região a temperatura máxima pode oscilar em torno de 50o C em períodos de clima mais severo, o que desmistifica a informação incorreta de que as cisternas derretem no calor do sertão”, explicou Amauri Ramos, diretor da companhia, que disponibiliza uma linha gratuita para atender aos beneficiados, que podem contatar a companhia em caso de dúvidas e até pedir a troca do reservatório, que tem cinco anos de garantia para defeitos de fabricação, quando necessário. O telefone 0800-081-6060 está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que mudou no Sertão depois da Adutora do Pajeú e da passagem de Dilma

Bairro do Mutirão, em Serra Talhada, foi um dos mais beneficiados com as obras da Adutora do Pajeú. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem
Bairro do Mutirão, em Serra Talhada, foi um dos mais beneficiados com as obras da Adutora do Pajeú. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem
Por Marcela Balbino, repórter do Blog
Serra Talhada (PE) – Percorrer as ruas do bairro do Mutirão, na cidade sertaneja do Sertão do Pajeú, é tarefa árdua. As vias são recortadas por buracos e é possível identificar lixo espalhado em vários trechos da comunidade.
Ali é considerado o bairro com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Serra Talhada. Porém, no fim do ano passado, com o início da funcionamento da primeira etapa da Adutora do Pajeú, o cenário começou a melhorar. Ao menos no fornecimento de água.
Na passagem da presidente Dilma Rousseff (PT) pela cidade sertaneja, nesta segunda-feira (14), a petista não foi ao bairro, um dos mais beneficiados com a obra. Mas, apesar dos problemas de infraestrutura, os moradores mostraram-se satisfeitos com a solução para aplacar a falta d’água, que perdurava, em alguns momentos, por até 20 dias.
“Antes era muito sofrido. Tínhamos que ‘roubar’ água de uma propriedade [privada], porque não tinha onde conseguir. Ou então era o maior sacrifício, o jeito era ficar atrás de algum cano para pegar água para cozinhar, lavar a roupa, tomar banho”, contou a dona de casa Gorete Soares, 50 anos, 21 deles morando no bairro do Mutirão.
Ruas sem pavimentação e recortadas por buracos. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem
Ruas sem pavimentação e recortadas por buracos. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem
Questionada sobre a melhoria no local, ela deixou escapar na fala um pouco de ressentimento e revolta com o descuido da localidade. “Melhoria é só na água mesmo”, disparou. “Você viu a dificuldade para chegar até aqui? As crateras e o lixo pelas ruas”, criticou a sertaneja.
 A opinião de Gorete é compartilhada pela filha Jéssica Daniela da Silva, 23 anos, também moradora do bairro. “Não podemos negar que as coisas melhoraram por aqui. Pelo menos agora a água chega nas torneiras e já é um alívio, mas eu ando muito decepcionada com esses políticos. Não voto mais em Dilma nem fui vê-la ontem. Ano passado eu participei do evento, mas não vou mais”, comentou a estudante.
A água chegou na torneira de Jéssica por causa da Adutora do Pajeú.
A água chegou na torneira de Jéssica por causa da Adutora do Pajeú.
Satisfeita com a facilidade para obter água, a dona de casa Patrícia Carla, 22 anos, disse que não queria saber de “politicagem”. Segundo ela, o importante era ter água sem preocupação.
Com 198 quilômetros de extensão, a primeira etapa da Adutora do Pajeú beneficia mais de 177 mil habitantes de sete municípios de Pernambuco: Afogados da Ingazeira, Calumbi, Carnaíba, Flores, Floresta, Serra Talhada e o distrito de Canaã, em Triunfo. Segundo o Ministério da Integração, R$ 200 milhões foram investidos na obra. Dilma veio nesta segunda-feira ao município para entregar a obra, pela segunda vez. Em março de 2013, ela já tinha vindo a Serra Talhada.
Para Patrícia, não importa quem trouxe a água, o importante é o líquido na torneira.
Para Patrícia, não importa quem trouxe a água, o importante é o líquido nas torneiras.
A presidente também aproveitou a visita para dar a ordem de serviço para o primeiro trecho da  segunda etapa da obra, que terá 400 quilômetros de extensão e irá beneficiar moradores das cidades de Betânia, Brejinho, Carnaubeira da Penha, Iguaraci, Afogados da Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Triunfo, Tuparetama e Mirandiba.
Quando concluída, a obra vai captar água do Rio São Francisco, no Lago de Itaparica, em Floresta.
Lixo pelas ruas do bairro do Mutirão.
Lixo espalhado pelas ruas do bairro do Mutirão.

FONTE-JAMILDO