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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Senadores brasileiros são recebidos a pedradas na Venezuela



O senador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou, na tarde desta quinta-feira (18/6), por telefone, que a comitiva de senadores que viajou à Venezuela está sitiada a um quilômetro do aeroporto de Caracas. “Manifestantes pró-governo venezuelano estão obstruindo toda a pista. É realmente de uma petulância e prepotência. Pior que qualquer ditadura da África”, contou. Segundo ele, foram arremessadas pedras no ônibus em que os senadores estão. 

A comitiva dos senadores está na Venezuela para prestar solidariedade aos políticos de oposição presos pelo governo do presidente Nicolás Maduro. Caiado contou que o embaixador do Brasil naquele país, Ruy Pereira, recebeu os senadores no aeroporto, mas foi embora.

O senador Aécio Neves também relatou o episódio. “Estamos em Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por manifestantes”, afirmou em seu perfil no twitter. “Estamos aqui para defender a democracia e até agora o governo venezuelano tem demonstrado pouco apreço por ela”, completou.

“Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo. Estou tentando falar com o presidente Renan”, disse Caiado, referindo-se ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Além de Ronaldo Caiado (DEM), participam da comitiva os senadores Aécio Neves (PSDB), José Agripino (DEM) e Aloísio Nunes Ferreira (PSDB).

Segundo o senador Aloísio Nunes Ferreira cerca de 200 pessoas atacaram o ônibus. “Jogaram pedras, deram pontapés no ônibus”, contou. Ele afirmou que apesar das agressões, ninguém está ferido e a polícia está garantindo a segurança dos parlamentares. Ainda segundo Nunes, o embaixador do Brasil já está ciente do episódio e entrou em contato com o governo venezuelano para garantir a integridade deles.

"Nunca na nossa história uma missão oficial havia sido tratada dessa maneira. É revoltante”, disse María Corina Machado, dirigente da oposição venezuelana em entrevista a imprensa local, sobre o episódio envolvendo os parlamentares 


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Milhares de carros estão sendo abandonados, você ficará chocado quando saber o motivo.

Esta foto é de um monte de carros que sobraram no Porto de Sheerness em Ketn, na Inglaterra. Há centenas de lugares exatamente como este no mundo todo, cheio de carros que as montadoras não conseguiram vender.

Isso é verdade. Você está vendo uma das muitas reservas de carros não vendidos no mundo.

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As pessoas não estão comprando carros no mesmo rítmo de antes da recessão. Quantas famílias que você conhece que ostentam um CARRO NOVO a cada ano? Por isso, milhões de carros ficam para morrer nos estacionamentos.

Baltimore, Maryland, EUA.

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Bem do lado da estrada Broening em Baltimore, mais de 57.000 carros se encontram num enorme estacionamento. No começo eu me perguntava porque eles não colocavam simplesmente à venda, mas a indústria automobilística não vai reduzir seus preços drásticamente por uma razão: Não é possível vender um carro por 500 dólares e esperar alguém comprar por 15.000 é impossível.
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Os carros devem ser levados de um monte de concessionárias para dar espaço para a nova produção. O que sobra é um pouco triste… filas e mais filas de carros em perfeito estado.
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A indústria automobilística não pode simplesmente deixar de produzir CARROS NOVOS. Isso significaria o fechamento de fábricas e demitir a dezenas de milhares de pessoas, além do mais, piorar a recessão. O efeito dominó seria catastrófico para a indústria do aço.
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Nessa imagem podemos ver dezenas de milhares de carros tomando sol o dia todo na Espanha.
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Quando a oferta supera a procura, alguém fica com o superávit. Depois da recessão, as famílias já não compram um CARRO NOVO a cada ano.

São Petersburgo, Rússia.

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Carros europeus importados que não conseguiram vender e estão largados para enferrujar em um aeroporto.
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O ciclo de comprar, usar, mudar, se acabou. As pessoas usam seus carros durante muito mais tempo depois de comprados.
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Lotes aberto ao redor do mundo se converteram um cemitérios improvisados para os carros que não se venderam.

Avonmouth, Reino Unido.

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Cada espaço cinza que se vê está cheio de carros sem uso.
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Corby, Reino Unido.

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Aqui há outro monte de carros que sobraram. Qualquer um se pergunta: por que não reciclam esses carros ou pelo menos não dão para as pessoas pobres?

Porto de Civitavecchia na Itália.

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Até pode-se pensar que os fabricantes de automóveis poderiam utilizar pelo menos algumas das partes. Eles ainda acham que vão vender esses carros?
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Porto de Valencia, Espanha

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Estas imagens são particularmente frustrantes se você está dirigindo um carro velho…
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Os carros, quando expostos ao ar livre, não duram muito tempo.
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Quando um carro fica ao relento, todos os óleos se vão para o fundo do poço, e logo começa a corrozão e danifica todas as partes internas do motor.
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A super produção não é só uma falha do sistema nos Estados Unidos ou de uma só fábrica de automóveis, este é um problema mundial. Se não encontram uma maneira de reutilizar esses carros, milhares de carros abandonados continuarão preenchendo espaços vazíos. Isso é realmente lamentável.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

'Porco-mutante' nasce com rosto como o de um ser humano

(Foto: Reprodução/Mail Online)
Um porco chamou a atenção dos fazendeiros de uma localidade na China logo após seu nascimento graças a características físicas incomuns a animais da sua espécie. O pequeno leitão nasceu com deformidades na cabeça. Assim, sua feição ficou parecida com com as de um ser humano.

Tao Lu, agricultor dono do estranho animal, decidiu manter o porco deformado na esperança de lucrar em cima do porco e, assim, lucrar com uma espécie de 'tração turística'. O leitão, entretanto, não sobreviveu e morreu poucos dias após seu nascimento. De acordo com o Mail Online, ele foi rejeitado por sua mãe, que se recusou a alimentá-lo.

'O porco-mutante foi um dos últimos de 19 leitões a nascer. Todos os outros estavam com a saúde perfeita. É uma pena que morreu'. declarou o fazendeiro de 40 anos. Wu Kung, um residente da região, postou as imagens online e declarou ao site inglês: 'Eu era uma das dezenas de pessoas que foram para lá para ver o leitão. Ele realmente tinha rosto humano crescendo fora de sua testa'.

Após a notícia e as fotos do porquinho correrem o mundo, colecionadores 'exóticos e mórbidos' tentam comprar os restos do porquinho. 









(Fotos: Reprodução/Mail Online)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mãe corta garganta de três filhos para fazê-los parar de chorar

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Uma mãe contou à polícia que cortou a garganta de seus três filhos com uma faca de cozinha para tentar mantê-los quietos.
Christina Booth, de 29 anos, disse em uma entrevista à polícia que seu marido soldado nunca a ajudou com os seus gêmeos de seis meses de vida, e seu outro filho, de dois anos de idade, e acabou ficando muito irritada quando eles começaram a chorar desesperadamente.
Booth, de Olympia, Washington, foi preso no domingo (25) sob suspeita de tentativa de homicídio. Ela teve fiança fixada em três milhões de dólares.
Mãe corta garganta de três filhos
Mãe Christina Booth cortou garganta de três filhos, entre eles dois bebês gêmeos, em tentativa de fazê-los parar de chorar.
Thomas, marido de Booth, disse à polícia que sua esposa estava sendo tratada por depressão pós-parto.
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Um procurador disse que ela ainda não tinha sido acusada de qualquer crime.
As crianças passaram por cirurgia e estão em estado estável. Elas foram levadas para serviços de proteção à criança.
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                       Christina Booth, de 29 anos e Thomas, seu marido
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Indonésia deporta equipe da Globo


O repórter Márcio Gomes, da Globo, e um cinegrafista foram deportados pelo governo da Indonésia. A informação foi confirmada pelo setor de comunicação da emissora.
No país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, a dupla chegou a ser detida no sábado (17) na cidade de Cilacap. Foi liberada depois, mas os passaportes ficaram retidos.

FONTE-http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/indonesia-deporta-equipe-da-globo/

domingo, 18 de janeiro de 2015

Outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia deve ser fuzilado em fevereiro

Rodrigo Gularte foi preso em 2004 ao tentar entrar no país com cocaína em pranchas
Rodrigo Gularte foi preso em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com pacotes de cocaínaGetty Images



Após executar o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, a Indonésia deve executar neste ano mais um brasileiro pelo crime de tráfico de drogas. Rodrigo Gularte, de 42 anos, que está no corredor da morte há cerca de dez anos, tem seu fuzilamento previsto para fevereiro.
Gularte foi preso em 2004 por tentar entrar no país com 6 kg de cocaína. Ele usou oito pranchas de surfe para esconder 12 pacotes da droga.
O brasileiro estava a caminho da ilha de Bali, acompanhado de dois amigos, mas assumiu sozinho a autoria do crime de tráfico internacional de drogas.
Em entrevista neste sábado (17) à emissora GloboNews, a mãe do condenado, Clarisse Gularte, afirmou que seu filho sofre de problemas mentais. Segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo, uma familiar do brasileiro vai entregar nos próximos dias às autoridades indonésias um laudo médico que atesta um quadro de esquizofrenia em Gularte.
O ministro da Justiça da Indonésia, Heru Prasetyo, disse na sexta-feira (16) que as execuções planejadas para este domingo mostram que o país não vai ceder na guerra contra as drogas.
Ele explicou que a execução de domingo seria a primeira do ano, disse que haveria ainda um segundo grupo de executados em 2015 (no qual se encontra Gularte) e que isso aconteceria provavelmente em fevereiro.
A única forma de reverter a execução da pena de morte na Indonésia, após a condenação pela Justiça, é por meio do perdão presidencial. Este recurso, no entanto, dificilmente será adotado pelo atual presidente, Joko Widodo. Ele assumiu o poder em outubro passado com uma plataforma política em que o rigor no combate ao crime fazia parte das promessas de campanha.
Na sexta-feira (16), após uma semana de tentativas, Dilma conseguiu falar por telefone com Widodo para fazer um apelo pessoal pelas vidas de Archer e Gulart, mas o pedido foi negado.
Segundo um comunicado do Palácio do Planalto, o presidente indonésio disse que não poderia comutar a sentença de Moreira e Gularte, porque "todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia, e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal".
Tentativas de ao menos adiar a execução foram feitas também pela Anistia Internacional, mas os planos esbarraram no apoio popular à pena de morte para traficantes entre a população da Indonésia, que é de maioria muçulmana.
Após o fuzilamento de Moreira, a presidente Dilma emitiu comunicado se dizendo ‘indignada’ com a execução. Ela convocou o embaixador brasileiro em Jacarta para consultas, uma atitude que é interpretada como um abalo das relações diplomáticas.
Segundo levantamento da Anistia Internacional, há 160 pessoas no corredor da morte na Indonésia, dos quais 63 são estrangeiros de 18 países.
Além de indonésios e do brasileiro, há condenados da Austrália, China, Estados Unidos, França, Gana, Holanda, Indonésia, Índia, Irã, Malásia, Nepal, Nigéria, Paquistão, Serra Leoa, Tailândia, Vietnã e Zimbábue.
As principais condenações foram por homicídio, terrorismo e, no caso dos estrangeiros, quase todas por tráfico de drogas.
As execuções por pena de morte, que não eram realizadas desde 2008, voltaram a acontecer no país em 2013, quando cinco condenados foram executados. Em 2014, não houve execuções.
De acordo com o último levantamento do Itamaraty, havia 3.209 brasileiros presos no exterior até o fim de 2013.

sábado, 17 de janeiro de 2015

‘Indignada’ com execução na Indonésia, Dilma chama embaixador brasileiro de volta ao país

Brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira foi executado na Indonésia por tráfico de drogas

Marco Archer foi executado neste sábado08.06.2004/Beawiharta/Reuters
A presidente brasileira Dilma Rousseff afirmou neste sábado (17) estar “indignada” com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, realizada por fuzilamento na Indonésia na madrugada deste domingo (horário local, tarde de sábado no Brasil).
A mandatária ainda convocou o embaixador brasileiro no país asiático para consultas, uma atitude que, na diplomacia, é interpretada como um estremecimento nas relações entre dois países.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, negou nesta sexta-feira (16) um pedido de clemência feito por Dilma para que o brasileiro não fosse punido com a pena de morte.
Segundo a nota divulgada hoje pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a presidente lamentou “profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia”.
— O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.
Leia a nota completa ao final.
De acordo com as leis da Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é o presidente do país aceitar um pedido de clemência. A primeira vez que o governo brasileiro pediu clemência para Archer foi em março de 2005, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta ao então presidente Susilo Bambang Yudhoyono. Apesar de não desconhecer a gravidade do delito cometido, Lula apelou ao sentimento de humanidade e amizade do presidente indonésio.
Em 2012, a presidente Dilma já tinha aproveitado um encontro com o presidente Yudhoyono, durante a 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para entregar nova carta apelando para que o brasileiro não fosse executado. Mas nenhum dos pedidos foi aceito.
O atual presidente, Joko Widodo, que assumiu o cargo em 2014, é considerado ainda mais rígido em relação ao combate às drogas. Ele já afirmou que irá negar todos os pedidos de clemência sobre o assunto.
Leia a nota da Presidência da República:
"Nota à imprensa
A Presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.
Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.
A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.
O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.
Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas. 
Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República”

Brasileiro condenado por tráfico de drogas é executado na Indonésia

Após passar mais de uma década no corredor da morte, Marco Archer foi fuzilado neste sábado



Carioca, solteiro e sem filhos, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na madrugada deste domingo (18) na Indonésia — tarde de sábado no horário de Brasília —, depois de passar mais de uma década no corredor da morte por tráfico de drogas.
Segundo a emissora local TV One, a execução do brasileiro e de outros cinco condenados por tráfico de drogas aconteceu à 00h30, 15h30 do sábado no Brasil.
A morte também foi confirmada por um porta-voz da Procuradoria Geral do país à BBC Indonésia.
O Ministério de Relações Exteriores do Brasil ainda não confirmou a execução, realizada por fuzilamento. A assessoria de imprensa do Itamaraty informou, por meio de nota, que, nas primeiras horas da manhã de domingo (noite de sábado no Brasil), as autoridades indonésias terão um encontro com advogados e familiares das vítimas.
Por volta das 16h45 de Brasília, o advogado Bart Stapert, que representava o holandês Ang Kiem Soei, fuzilado junto ao brasileiro, informou pelo Twitter que a equipe médica ainda estava "tratando" os corpos e que o acesso aos condenados ainda não tinha sido permitido.
Tráfico de drogas
O brasileiro, que trabalhava como instrutor de voo livre, foi preso em agosto de 2003 após tentar entrar no país, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 kg de cocaína escondidos em uma asa delta desmontada.
Amigos dizem que tudo começou após o brasileiro sofrer um acidente de voo na Indonésia. O longo período de internação hospitalar teria rendido uma dívida de mais de R$ 100 mil para o instrutor, e transportar drogas seria a forma que ele encontrou para pagar essa conta.
“Todos os amigos avisavam, sabiam do risco que ele estava correndo e ele sempre dizia ‘pode deixar que eu vou parar, só vou mais essa’”, disse um dos amigos.
Condenado em 2004, Moreira se tornou, hoje, o primeiro brasileiro a cumprir a pena de morte fora do País. Os outros cinco prisioneiros — um indonésio, um holandês, um vietnamita, um malauiano e um nigeriano — também foram executados.
Desde a condenação, o governo brasileiro fez dois pedidos de clemência a que Moreira tinha direito. O primeiro foi rejeitado em 2006, pelo então presidente Susilo Bambang Yudhoyono. O segundo, feito em 2008, levou mais de cinco anos para receber uma resposta.
No final do ano passado, o novo presidente do país, Joko Widodo, assumiu o cargo e anunciou que negaria todos os pedidos de clemência feitos por traficantes de drogas condenados à morte no país.
A presidente Dilma Rousseff chegou a ligar na sexta-feira (16) para o presidente da Indonésia para pedir pela vida de Moreira, mas Widodo rejeitou o pedido e afirmou que as leis de seu país precisavam ser cumpridas. As execuções de hoje foram as primeiras aplicadas sob a presidência de Widodo


Em um vídeo gravado na prisão, o brasileiro também pediu uma segunda chance: “Estou ciente que eu cometi um erro gravíssimo, mas (...) quero voltar para o meu país, pedir perdão a toda a minha nação e mostrar para os jovens que a droga só leva a dois caminhos, ou à prisão ou à morte”.
O cineasta Marcos Prado, que prepara um documentário sobre o caso do brasileiro, falou por telefone com Moreira na última terça-feira (13) e gravou a ligação.
“Meu segundo pedido de clemência foi negado. Eu me encontro no corredor da morte. Meu nome está na lista desses 12 primeiros que serão executados. É um momento muito difícil para mim. Estou sofrendo. Sei que eu errei. Peço às autoridades do Brasil que zelem pelo meu caso. Eu mereço mais uma chance. Meu sonho é sair daqui e voltar para o Brasil", destacou no depoimento.
Outro brasileiro também poderá ser executado na Indonésia ainda este ano. O surfista Rodrigo Gularte foi preso em 2004, também no aeroporto de Jacarta, com 12 pacotes de cocaína. A droga estava escondida em oito pranchas.
O surfista estava a caminho da ilha de Bali, acompanhado de dois amigos, mas assumiu sozinho a autoria do crime de tráfico internacional de drogas. O surfista teve o pedido de clemência negado e também aguarda a execução, que deve ser realizada já em fevereiro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Brasileiro condenado por tráfico de droga será executado na Indonésia no domingo


De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o preso / Foto: Reprodução
De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o presoFoto: Reprodução
A Indonésia vai executar no domingo (18) o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por tráfico de drogas, informou nesta sexta-feira (16), em comunicado, a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch. Ele está preso desde 2003.

"O governo indonésio está preparando um pelotão de fuzilamento" para executar Moreira e cinco outros prisoneiros condenados à morte por tráfico de droga,  disse a organização.

De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o preso, para que possa cumprir a sua pena de prisão no Brasil.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e peritos da ONU já expressaram a sua preocupação pela aplicação da pena de morte em um caso de tráfico de droga, segundo a Human Rights Watch.

O presidente indonésio Joko Widodo apoia a pena de morte para os traficantes de droga e negou clemência para os prisioneiros, considerando que os traficantes destroem "o futuro da nação".

Em 2013, o governo indonésio acabou com uma moratória não oficial da pena de morte que durou quatro anos. No mesmo ano, as autoridades indonésias executaram um cidadão do Malaui acusado de entrar com um quilo de heroína na Indonésia.

A organização de defesa dos direitos humanos qualifica como odiosa a aplicação da pena de morte pelo governo indonésio e apela ao presidente para aboli-la no país

domingo, 11 de janeiro de 2015

Maior mobilização da história da França reúne 3,7 milhões de pessoas

Na capital, havia entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de pessoas, afirmou o Ministério francês / Foto: AFP
Na capital, havia entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de pessoas, afirmou o Ministério francêsFoto: AFP
Pelo menos 3,7 milhões de pessoas participaram das manifestações deste domingo na França, em repúdio aos atentados cometidos esta semana em Paris, na maior mobilização já registrada até hoje no país - informou à AFP o Ministério francês do Interior.

Nas cidades fora de Paris, houve mais de 2,5 milhões de manifestantes. Na capital, havia entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de pessoas, afirmou o Ministério francês, acrescentando que a multitudinária presença tornou impossível uma contagem precisa.

A marcha teve início na Praça da Reública, por volta das 15h30 locais (12h30 de Brasília) e meia hora depois, os líderes mundiais e personalidades políticas francesas fizeram um minuto de silêncio, em homenagem aos 17 mortos nos atentados desta semana. O presidente frânces, François Hollande, cumprimentou e abraçou familiares das vítimas. 

A marcha começou a se dispersar pouco depois das 21h, no horário local (18h em Brasília), e "nenhum incidente" havia sido registrado até esse momento, informou a polícia à AFP. Pouco depois da caminhada, o presidente francês declarou que a manifestação demonstrou o poderio e a dignidade do povo francês.

Na cidade francesa Dammartin-en-Goele, onde os irmãos autores do ataque contra a Charlie Hebdo foram mortos, dez mil pessoas se reuniram. Manifestações também foram registradas em outras cidades francesas, com mais de 600 mil pessoas mobilizadas.

Cerca de 50 líderes mundiais participaram da marcha na capital, liderada pelo presidente francês, François Hollande. Entre eles, estavam a chanceler alemã, Angela Merkel; o primeiro-ministro britânico, David Cameron; os chefes de governo espanhol, Mariano Rajoy; e italiano, Matteo Renzi; o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu; e o presidente palestino, Mahmud Abbas.
Confira mais imagens da marcha: