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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Produtos indígenas poderão receber selo para atestar procedência


artesanato indígena
Artesanato indígena poderá receber selo de identificação de origemArquivo/Agência Brasil
A partir de hoje (5), o Ministério do Desenvolvimento Agrário vai atestar a origem dos produtos feitos por índios que residam em uma das terras indígenas devidamente reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Instituído por meio de portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União, o Selo Indígenas do Brasil será concedido às peças artesanais e a produtos extrativistas indígenas.
Antiga reivindicação de comunidades indígenas que vendem parte de sua produção, o selo de origem tem o objetivo de promover a identificação de procedência étnica e territorial de produtos feitos por povos e comunidades indígenas, como estabelece uma das metas da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas.
O selo será concedido a produtores, cooperativas e associações de produtores indígenas que exerçam suas atividades em áreas ocupadas por suas respectivas comunidades e cujo Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação de Terras Indígenas já tenha sido assinado pela presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e publicado no Diário Oficial da União.
Ao requisitar o selo ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, o interessado deverá comprovar que preenche os mesmos requisitos exigidos para a obtenção do Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), como ter a declaração que identifica os produtores aptos a se beneficiar do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e comprovar que o produto tem em sua constituição um percentual mínimo preestabelecido de produção da agricultura familiar.
Selo Indígenas do Brasil (Divulgação/Funai)
Selo Indígenas do Brasil vai atestar a origem de produtos agrícolas e artesanais, entre outrosDivulgação/Funai
A relação completa dos documentos necessários para solicitar o selo consta da Portaria nº 7 do ministério, publicada em 13 janeiro de 2012. Além da autorização da comunidade, é necessária a declaração da Funai atestando que o produtor exerce sua atividade em terra indígena já declarada, identificada, homologada ou devidamente registrada.
O aval da comunidade indígena deverá ser confirmado pela Funai, por meio de reunião registrada em ata, contendo a lista dos produtos a serem identificados, a relação de produtores requerentes, o nome da terra indígena, assim como o da aldeia e a declaração de que os processos de produção respeitam as legislações ambiental e indigenista vigentes.
Uma vez autorizado, o requerente poderá estampar os dois selos – Sipaf e Indígenas do Brasil – em seus produtos. A identidade visual do Selo Indígenas do Brasil foi desenvolvida pela Funai com base em elementos do artesanato, da agricultura e do extrativismo tradicional dos povos indígenas, como cestaria, milho, mandioca, banana, açaí e guaraná.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Índios do sul da Bahia são convidados para ir à Alemanha

Cidade de Santa Cruz de Cabrália hospedou campeões mundiais durante a Copa do Mundo / Foto: divulgaçãoCidade de Santa Cruz de Cabrália hospedou campeões mundiais durante a Copa do MundoFoto: divulgação
Não foram só as belas paisagens baianas de Santa Cruz Cabrália que chamaram a atenção da seleção da Alemanha durante a Copa do Mundo 2014. Os atletas também se encantaram com a cultura indígena e, por isso, convidaram os índios para irem à Europa.

"Fomos avisados que os alemães têm interesse em levar quatro lideranças ao governo da Alemanha, para que eles possam entender e acompanhar melhor a situação do nosso território, da saúde e da educação e, junto com o governo brasileiro, proporcionar benefícios para a nossa comunidade. Já pediram nossos documentos. Essa parceria está sendo muito importante", contou o coordenador do Movimento Indígena da Bahia, Zeca Pataxó.

O contato intenso com a comunidade do povoado de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, sensibilizou os alemães que deixaram diversos legados para os moradores.

O cacique Piki Pataxó, uma das lideranças indígenas da região, falou sobre as contribuições deixadas pelos estrangeiros. "Ganhamos dois presentes: a divulgação de Santa Cruz Cabrália, que hoje está conhecida no mundo inteiro, e o veículo para prestar apoio à saúde da nossa aldeia", disse o cacique que ficou conhecido por liderar a "dança dos guerreiros" apresentada à seleção alemã e reproduzida pelos atletas após a conquista do tetracampeonato.

O legado dos alemães não ficou restrito à saúde. Os atletas visitaram também a escola municipal Santo André quando, na oportunidade, doaram uma camisa autografada pelo time e sete bicicletas.

De acordo com a secretária da diretoria, Elisabete da Luz, a camisa já está em São Paulo para ser leiloada. "O dinheiro (arrecadado com o leilão) será revertido para a compra de material escolar. As bicicletas serão vendidas ou leiloadas para ajudar nos projetos sociais de Santo André". A secretária informou ainda que o colégio também receberá recursos da seleção alemã para que, duas vezes por semana, os 72 alunos tenham atividades pedagógicas e recreativas nos dois turnos.

Para estimular a prática de esporte nos moradores de Santo André, os alemães estão construindo um campo de futebol que ficará à disposição dos atletas amadores. A obra está em fase de conclusão e mais da metade da grama já foi plantada.

O estudante Welington Ramos é um dos jovens que aproveitam as horas livres para "bater o baba" na comunidade. "Esse campo vai ser bom pra gente. Antigamente tinha um campo que não dava nem pra definir onde era mato ou barro. Vão abrir treinos para criança e para adolescentes que não tinha [antes], além dos adultos que já jogavam aqui".

Ainda na área esportiva, o Campo Bahia, local onde a seleção campeã da Copa 2014 treinou, deve ser utilizado para preparação de equipes. "A empresa está pensando em fazer deste campo um centro de treinamento para futuros times ou seleções. É isto que está sendo trabalhado neste momento", explicou o engenheiro da obra, Mário Assis.

O local onde os alemães ficaram hospedados servirá para incrementar ainda mais o turismo na região, já que será a mais nova opção de hospedagem na Costa do Descobrimento."O resort está aberto para pessoas que querem ficar em lugar pequeno, mas luxuoso. É possível alugar casas ou quartos", explica Jakub Halicki, diretor do empreendimento.

domingo, 20 de abril de 2014

I JOGOS DE FUTEBOL INDÍGENA DE PERNAMBUCO

                                                               Imagem: TV Jornal
                   
                   

                      

Pela primeira vez na história dos povos indígenas de Pernambuco estará acontecendo o I Jogos de Futebol Indígena de Pernambuco, com a participação das dez etnias localizadas no nosso Estado. A Secretaria de Educação, Cultura e Esportes através da sua Gerência Geral de Esportes, do Governo do Estado de Pernambuco, em parceria com a Prefeitura de Jatobá, região sertão do Estado, realizará no período de 16 a 20 de agosto do corrente ano, os I Jogos de Futebol Indígena do Estado de Pernambuco. O cerimonial de abertura será no dia 16 de agosto às 19:00 hs, no estádio municipal de Jatobá. Participarão cerca de 200 índios divididos entre as dez etnias do Estado: ATIKUM, KAPINAWÁ, KAMBIWÁ, FULNI-Ô, TRUKÁ, XUCURU, TUXÁ, PIPIPÃ, PANKARÁ , e os PANKARARU
que estarão alojando todos os irmãos indígenas na sua aldeia. Este evento vem resgatar um desejo da comunidade indígena do nosso Estado, que comprometido com a democratização das práticas corporais e esportivas junto aos segmentos indígenas vem através deste evento permitir um intercâmbio positivo e mutuamente enriquecedor entre as culturas das diferentes etnias existentes no Estado, que comprometido com a democratização das práticas corporais e esportivas junto aos segmentos indígenas vem através deste evento permitir um intercâmbio positivo e mutuamente enriquecedor entre as culturas das diferentes etnias existentes no Estado, através da modalidade de futebol. E para novembro está previsto a realização dos I Jogos dos Povos Indígenas de Pernambuco, com atividades de arco e flecha, cabo de guerra, atletismo dentre outras, e a participação de mais de quatrocentos índios divididos entre as nossas dez etnias, com local a ser definido.