O
goleiro Bruno concedeu uma entrevista à revista Placar, que será
publicada na próxima terça-feira, mas algumas frases já foram
divulgadas. O jogador, que está de contrato assinado com o Montes Claros
e aguarda uma complicada liberação da Justiça, admitiu que tentou se
suicidar na cadeia, aonde está condenado pelo assassinato da modelo
Eliza Samudio, e pediu para voltar a jogar futebol.
Caso Bruno: onde estão os personagens do crime?
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“Tentei
o suicídio. Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no
pescoço e saltei. Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Olhei para o
lado e tinha uma bíblia, que um policial tinha me dado ainda no Rio de
Janeiro. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse”, disse Bruno, que
ainda falou sobre a vida na cadeia de Contagem (MG).
“Muita
gente acha que, por ter sido jogador de futebol, eu tenho regalias
aqui. E não é. Pago um preço alto pela fama. Já costurei bola aqui
dentro. Tem muito jogador que gosta de colocar a culpa na bola. Mas
agora eu conheço cada ponto da bola. Sei quando o cara está dando migué.
A bola aqui do presídio não é ruim, não”, falou o ex-goleiro do
Flamengo.
Bruno
falou ainda sobre dinheiro. Admitiu que ainda tem uma quantia guardada,
mas que não conseguiria viver como antes. “Não estou acabado. Mas
sobrou muito pouco do meu dinheiro, longe de poder levar uma vida
confortável quando sair daqui”, concluiu.
O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.
No
dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados
foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão,
acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois,
Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson
Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram
presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao
corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como
participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia
que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo
ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a
estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o
ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No
dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo
sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e
executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram
condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela
Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão.
Em
17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio
Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio
triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por
ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson
responderiam por sequestro e cárcere privado.No
dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno,
Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na
defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo. O júri
condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a
cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e
três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser
cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do
goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do
homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.
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