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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Definido: nas semifinais da Champions, Atlético e Real, dois clubes de Madrid, Espanha, mais o Chelsea de Londres, Inglaterra e o Bayern de Munique, Alemanha, o atual detentor da taça.



 

 Definido: nas semifinais da Champions, Atlético e Real, dois clubes de Madrid, Espanha, mais o Chelsea de Londres, Inglaterra e o Bayern de Munique, Alemanha, o atual detentor da taça.
Diego Simeone, o mago do cadeado do Atlético


Terminou, nesta noite europeia de 9 de Abril, a fase das quartas-de-final da Champions League de 2013-2014. Na terça-feira, dia 8, já tinham se classificado o Real Madrid da Espanha e o Chelsea da Inglaterra. Como se comportariam os clubes remanescentes, privilegiados, ainda que levemente, pelos resultados da jornada de ida, na semana que passou?
 
Então, no Camp Nou, o favorito Barcelona havia se limitado a um empate perigosíssimo de 1 X 1. Consequência: na volta em seu Vicente Calderón, 54.160 lugares, o time compatriota do Atlético de Madrid se garantiria nas semifinais com a preservação do placar original de 0 X 0.
 
Na sua Allianz Arena de Munique, o Bayern da Alemanha também levava, da contenda de ida, também como visitante, outro empate de 1 X 1. Frente à sua torcida ruidosíssima, lotação de 71.137 lugares, o time da Baviera, atual detentor da CL, igualmente seguiria adiante com o 0 X 0.
 
Atlético 1 X 0 no Barça. Bayern 3 X 1 no Manchester. Na sexta-feira, 10 de Abril, na sua sede em Nyon, perto de Genebra, Suíça, a UEFA organizará o sorteio dos emparceiramentos da CL, ambos duelos programados para 22/23 e 29/30 de Abril; paralelamente, coordenará o bingo dos emparceiramentos da Europa League, para 24 de Abril e para 1° de Maio.
 
Truque adicional, no Calderón: os encarregados da manutenção do estádio podaram a sua grama no limite mais alto que os regulamentos permitem – um artifício destinado a atrapalhar o toque de bola do Barça.
 
Ao Atlético, efetivamente, valia tudo para continuar na competição e tentar a sua primeira subida às semis desde 1974. Naquele ano, aliás, atingiu a decisão, diante do Bayern. Num cotejo único realizado em Heysel, Bélgica, 15 de Maio, ocorreu um empate, 1 X 1. Os regulamentos da época exigiam um duelo suplementar. Em 17 de Maio, o Bayern fez 2 X 1.
 
Para os colchoneros do Atlético (apelido propiciado pelo desenho das suas camisas, de listras verticais alvi-rubras), e para o seu treinador, o ex-volante argentino Diego Simeone, valia tudo, mais ainda, por causa do desfalque do seu artilheiro, o hispano-brasileiro Diego Costa, com uma lesão complicada num músculo crucial da face posterior da sua coxa direita.
 
Embora completo, o elenco blau-grana de Gerardo Martino literalmente se encolheu, desnorteado, diante da pressão avassaladora dos colchoneros que poderiam ter obtido um nocaute logo no princípio do jogo.
 
Logo aos 4’, num lance em que a pelota carambolou, lá e cá, em ambos os flancos do campo (petardo na trave de Adrián Lopez, o substituto de Diego Costa; cruzamento, no rebote, de David Villa; testada de Adrián até Koke; arremate implacável), o Atlético inaugurou o placar, 1 X 0.
 
Sucederam-se, daí, investidas e mais investidas, sempre através do seu trio Adrián-Villa-Koke. O substituto de Diego Costa, porém, atingiu a trave em duas outras chances desafortunadas. Enquanto isso, no Barça havia um certo Messi, que quase salvou seu o time em lampejos isolados.
 
No departamento das estatísticas, o Barça se apresentou melhor no segundo tempo. Assumiu o predomínio territorial no Calderón, Esbarrou, entretanto, na eficácia do cadeado bem construído por Diego Simeone.
 
O invariavelmente concentrado Pep Guardiola, treinador do Bayern, sofreu para montar a linha intermediária do seu esquadrão: não teria, suspensos, os preciosos Bastian Schweinsteiger e Javi Martinez, ex-Bilbao.
 
Significativo consolo: o seu rival direto, o escocês David Moyes, treinador do Manchester, novamente lamentaria a ausência do seu machucado avante Robin Van Persie, uma torção de joelho; além do pisão de pé que arruinou um dedão do aguerrido Wayne Rooney e o deixou claudicante.
 
Moyes não hesitou em se aventurar. Solicitou ao seu departamento médico que providenciasse uma infiltração de anestésico no pé de Rooney. Claro, o artilheiro perderia em sensibilidade. Mas, a imponência da sua figura física talvez pudesse atemorizar a desprotegida retaguarda do Bayern.
 
De fato, o Manchester se empenhou em se locupletar dos desajustes óbvios da retaguarda do Bayern sem Schweinsteiger e Javi. Abusou das ofensivas em velocidade. Era ostensivo, todavia, o incômodo de Rooney.
 
O cotejo se arrastava, na modorra, até que, subitamente, entre os 55 e os 58’ se incendiou. O equatoriano Valencia tocou e o francês Evra fulminou, 1 X 0 Manchester. Uma ilusão à toa a dos atletas do time britânico.
 
Imediatamente depois da saída dos tedescos, o francês Ribèry levantou e o croata Mandzukic desviou de cabeça, 1 X 1. Aos 67’ se esvairia a hipótese de uma prorrogação: Thomas Mueller dobraria, Bayern 2 X 1.
 
Aos 76’, enfim, caberia ao nederlandandês Arjen Robben se resgatar – tinha se distraído de Evra no tento do Manchester. Numa exibição peculiar de seu talento, invadiu pelo meio e, implacável, decretou os 3 X 1.

fonte-R7esporte

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