Depois de realizarem passeatas no centro do Recife nesta terça-feira (13), policiais militares e bombeiros de Pernambuco decretaram greve por tempo indeterminado. A categoria decidiu paralisar as atividades em assembleia na frente do Palácio do Campos das Princesas, sede do Governo do Estado, ao fim da caminhada. De acordo com soldado Albérisson Carlos, membro da comissão da Associação de Cabos e Soldados, os profissionais já devem cruzar os braços nesta quarta-feira (14). “Quem tiver de ir trabalhar a partir desse momento, já deve parar as atividades”, disse.
Porém segundo advogados não é possível uma paralisação de 100% da categoria, que fornece serviços essenciais a população. “Essa greve deve ser decretada como ilegal, pois envolve um serviço imprescindível para a população. Uma greve primeiro se decreta e depois de 72 horas, ele deve ser colocada em prática. Mas no caso da polícia, não há aparo legal para a paralisação dos serviços”, apontou o advogado Ney Araújo.
Os policiais e bombeiros reivindicam melhores condições de trabalho, além da implantação de subsídios, plano de cargos e carreiras, aprovação da PEC-300 e aumento do valor do vale alimentação de R$ 154 para R$ 500.
Cerca de 1500 policiais saíram por volta das 14h da praça do Derby e seguiram pela Avenida Conde da Boa Vista em direção ao Palácio do Campo das Princesas, onde ficaram até a decisão de cruzarem os braços.
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