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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Movimento Negro discute reorganização política na Bahia


Bloco Afro Ilê Aiyê fez apresentação de saudação aos congressistas na abertura do evento no Pelourinho / Foto: divulgação
Bloco Afro Ilê Aiyê fez apresentação de saudação aos congressistas na abertura do evento no PelourinhoFoto: divulgação
Salvador recebeu neste final de semana, o 17° Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU). O objetivo da atividade, que reuniu cerca de 150 membros, foi promover o debate sobre a reorganização política de combate ao racismo.

De acordo com as lideranças do movimento, o evento na capital baiana buscou retomar as estratégias de luta, de enfrentamento ao racismo e a construção de um projeto político a partir do povo negro. “As novas formas como o racismo se manifesta torna necessária uma reorganização de estratégias que o enfrente em todos os espaços e nas configurações em que ele se manifesta na área urbana e na área rural”, afirmou a coordenadora estadual do MNU em Minas Gerais, Angela Gomes.

De acordo com a coordenadora, nos últimos anos o programa de ação do MNU teve uma parte importante de suas propostas transformadas em políticas públicas, mas, “assumir o racismo e as consequências dele nos territórios de matriz africana revela o estado da guerra racial, simbólica e física, que se manifesta no Brasil há mais de 300 anos”.

Segundo Angela Gomes o MNU foi também responsável por evidenciar que a matriz africana não desapareceu, revelando territórios simbólicos como os quilombos, o samba etc, como cultura muito mais dialógica do que a cultura eurocêntrica teria tentado impor.

“O congresso vem nesse momento, retoma a importância do enfrentamento do racismo nas ruas para garantir o direito de ir e vir; reconhece a necessidade de marchas pelo enfrentamento da violência contra a juventude, contra as mulheres negras, e pelo combate à violência policial contra negros e negras”, concluiu.

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